Tão achando que na Muribeca não tem advogado. Eu também acho. Mas isso tudo pode ser preconceito da gente.
Conheci um advogado, que vou manter o nome em sigilo para não ser alvo fácil, lá no Engenho São Joaquim. Ninguém nunca afirmou que ele tenha se formado na minha frente, mas todos repetem que "ele diz que é".
De verdade eu sei que ele muito poderia fazer por aquele povo, apesar de recentemente ter sido demitido do cargo de chefe de gabinete do prefeito Newton Carneiro. Deve ter muito poder.
É sabido que o "bom velhinho" não freqüenta a Prefeitura de Jaboatão e na ausência... O engraçado é que logo depois da saída no "nosso advogado" a imprensa noticiou fartamente a primeira ida de Newton Carneiro ao seu ambiente de trabalho. Ainda estou esperando as notícias da segunda visita.
Mesmo depois de demitido o rapaz continua exercendo o poder de liderança daquela comunidade, atestado por todas as casas caiadas com o nome de Newton Carneiro.
Meu único contato pessoal com ele foi quando consegui a ida de uma equipe da TV Jornal para fazer reportagem sobre o (não) fornecimento de energia para as famílias do Engenho São Joaquim.
Postou-se ao lado de Dona Tereza (de quem falarei em breve) e se mostrou absolutamente chocado com tudo o que estava acontecendo ali. Na verdade fez da dona do boteco mais tradicional do local sua porta voz na televisão.
E foi embora sem dar nem mesmo um telefonema sobre a situação daquele pessoal. Quer dizer, pelo menos não com a intenção de resolver. Para tentar culpar quem investe no local pela falta de luz ele é capaz de falar pelo telefone e até ao vivo.
Quando ouvi a acusação fiquei com vontade de dar na cara dele, mas entendi que só faz uma coisa dessa quem pode. Me retirei do local e retiro o nome do nobre advogado desse texto.
Soltei a âncora mais uma vez. Vim passar um ano morando em Nova Orleans e quero contar para os amigos algumas histórias sobre minhas pedaladas aqui na América do Norte. Sou geminiano, então pode esperar tudo menos uniformidade!
30.5.05
26.5.05
PEPÉU
Ele tinha 18 quando o conheci. Não tenho boa memória, mas tenho certeza do que falo, porque ele estava tendo problemas para se alistar. Precisava vir ao Recife. Como? Nunca tinha saído da Muribeca.
Eu achei engraçado. Sei lá como iam ser as reações dele. Será que ele já tinha tomado banho de mar? Com certeza ia estranhar quando visse uma escada rolante. Talvez tivesse medo de andar de elevador. Leseira isso.
Morava numa casinha construída entre o Sítio do meu pai e o Engenho de São Joaquim. Andei por ali e não vi nem sinal da construção. A taipa deve ter caído e o mato cresceu em cima. Talvez eles também tenham tido medo de continuar morando ali.
Me lembro que a mãe dele falava bastante. O padastro tinha um jeito mais parecido com o dele. Tinha uns dois ou três irmãos mais novos. A família virou na minha cabeça a típica visão dos cortadores de cana.
Escrevi até um texto em que uma das crianças cortava o dedo com a estrovenga, mas isso foi ficção. É que ficou marcado na minha memória as marcas que aquele pessoal sempre tem, do trabalho.
As queimadas matam os bichos. A terra perde a cor. A cana perde o mel.
E aquele trabalho deixava um monte de marcas no povo. Um não meche os dedos. O outro perdeu um dedo. A maioria deixa à mostra rasgões nos braços. Outros escondem as cicatrizes por baixo da camisa.
Mas encontrei Pepéu um dia desses. Como todos ali parece que deixou de trabalhar na cana. Tem família agora. Não perguntei se ele tinha conseguido se alistar. Mas fiquei me perguntando quais seriam as marcas de um catador de lixo.
Penso.
Talvez sejam menos aparentes que as de quem trabalhava na cana.
Eu achei engraçado. Sei lá como iam ser as reações dele. Será que ele já tinha tomado banho de mar? Com certeza ia estranhar quando visse uma escada rolante. Talvez tivesse medo de andar de elevador. Leseira isso.
Morava numa casinha construída entre o Sítio do meu pai e o Engenho de São Joaquim. Andei por ali e não vi nem sinal da construção. A taipa deve ter caído e o mato cresceu em cima. Talvez eles também tenham tido medo de continuar morando ali.
Me lembro que a mãe dele falava bastante. O padastro tinha um jeito mais parecido com o dele. Tinha uns dois ou três irmãos mais novos. A família virou na minha cabeça a típica visão dos cortadores de cana.
Escrevi até um texto em que uma das crianças cortava o dedo com a estrovenga, mas isso foi ficção. É que ficou marcado na minha memória as marcas que aquele pessoal sempre tem, do trabalho.
As queimadas matam os bichos. A terra perde a cor. A cana perde o mel.
E aquele trabalho deixava um monte de marcas no povo. Um não meche os dedos. O outro perdeu um dedo. A maioria deixa à mostra rasgões nos braços. Outros escondem as cicatrizes por baixo da camisa.
Mas encontrei Pepéu um dia desses. Como todos ali parece que deixou de trabalhar na cana. Tem família agora. Não perguntei se ele tinha conseguido se alistar. Mas fiquei me perguntando quais seriam as marcas de um catador de lixo.
Penso.
Talvez sejam menos aparentes que as de quem trabalhava na cana.
24.5.05
O ANTROPÓLOGO
Seu Silva é policial militar concursado. Uma pena, deveria ter seguido a sua vocação.
A principal função dele atualmente é fazer a vigilância do Aterro Sanitário da Muribeca. Ele tem muito orgulho do processo de reestruturação pelo qual passou o lugar e gosta que as pessoas visitem "sua" maior obra.
- Antes a gente vivia encontrando corpos no meio do lixo.
Não é que a violência tenha acabado no Aterro, mas o processo que levou o Lixão a ser reconhecido com esse novo nome trouxe várias melhorias. Entre elas, a principal é que o lugar passou a ter vigilância constante e isso afastou o crime organizado.
Como a maioria dos policiais, ele trabalha praticamente três expedientes. É que tem dois trabalhos de vigilante e de vez em quando ainda tem que dar o plantão. O pior é que é um tipo raro que faz questão de honrar sua função pública.
Conhece todo mundo na Muribeca e sabe que tem de exercer sua profissão dentro dos limites que a realidade lhe permite.
- Não dá para sair prendendo qualquer um que venda maconha. Tem muita mulher ai que está fazendo isso porque o marido foi preso. Quem ia sustentar a família desse pessoal se ela fosse para a cadeia?
O que mais irrita Seu Silva é justamente não poder expandir esses limites. A falta de recursos é enorme e o policial que está ali não pode querer enfrentar os grandes criminosos do local sozinho. Seria morte certa.
- A gente recebe muitas queixas. Vai do marido que bate na mulher até as piores coisas. O melhor é resolver na conversa, mas nem sempre dá.
É nesse processo de seleção que Seu Silva se expecializou. Há muitos anos, convive com aquele pessoal. Já faz parte da paisagem. Por isso, as ações de prisão na Muribeca sempre passam pelo crivo desse antropólogo.
Tem as que só podem ser feitas por gente de fora. Outras precisam ser realizadas pelo pessoal que está ali diariamente. E alguns casos é melhor nem falar.
A principal função dele atualmente é fazer a vigilância do Aterro Sanitário da Muribeca. Ele tem muito orgulho do processo de reestruturação pelo qual passou o lugar e gosta que as pessoas visitem "sua" maior obra.
- Antes a gente vivia encontrando corpos no meio do lixo.
Não é que a violência tenha acabado no Aterro, mas o processo que levou o Lixão a ser reconhecido com esse novo nome trouxe várias melhorias. Entre elas, a principal é que o lugar passou a ter vigilância constante e isso afastou o crime organizado.
Como a maioria dos policiais, ele trabalha praticamente três expedientes. É que tem dois trabalhos de vigilante e de vez em quando ainda tem que dar o plantão. O pior é que é um tipo raro que faz questão de honrar sua função pública.
Conhece todo mundo na Muribeca e sabe que tem de exercer sua profissão dentro dos limites que a realidade lhe permite.
- Não dá para sair prendendo qualquer um que venda maconha. Tem muita mulher ai que está fazendo isso porque o marido foi preso. Quem ia sustentar a família desse pessoal se ela fosse para a cadeia?
O que mais irrita Seu Silva é justamente não poder expandir esses limites. A falta de recursos é enorme e o policial que está ali não pode querer enfrentar os grandes criminosos do local sozinho. Seria morte certa.
- A gente recebe muitas queixas. Vai do marido que bate na mulher até as piores coisas. O melhor é resolver na conversa, mas nem sempre dá.
É nesse processo de seleção que Seu Silva se expecializou. Há muitos anos, convive com aquele pessoal. Já faz parte da paisagem. Por isso, as ações de prisão na Muribeca sempre passam pelo crivo desse antropólogo.
Tem as que só podem ser feitas por gente de fora. Outras precisam ser realizadas pelo pessoal que está ali diariamente. E alguns casos é melhor nem falar.
23.5.05
O IRMÃO
O irmão tem 62 anos. Há 15 cuida de um Sítio lá na Muribeca. Morava com a família numa casinha de taipa na propriedade, mas depois da separação não teve mais coragem de permanecer ali.
Sua mulher era muito ativa. Teve a idéia de ficar indo ela mesma vender a produção da propriedade na feira. Todo sábado pegava a condução que a levava para Jaboatão e cada vez ficava um pouquinho mais de tempo no trabalho.
O marido desconfiou. Depois de algumas semanas encucado resolveu ir checar os afazeres da mulher. Encontrou ela trabalhando ao lado de um sujeito desconhecido. A cornura estava prestes a ser comprovada.
Resolveu ir numa mãe de santo.
- Tire isso da sua cabeça! Sua mulher é uma pessoa decente.
Outra.
- Você precisa dar mais atenção à sua mulher, mas ela não está amarrada a ninguém a não ser o senhor.
Não se contentou.
- Tome cuidado. Tem um peso muito grande sobre sua esposa.
Finalmente, teve certeza da traição. Mandou a mulher para fora com as duas filhas. Mas não agüentou muito tempo morando sozinho naquele Sítio e se mudou para um arruado ali bem próximo.
Talvez arrependido com a mudança que deu na sua vida depois de consultar as três mães de santo, acabou virando crente. Hoje, é pastor na comunidade onde mora e aconselha os jovens casais a permanecerem unidos.
Sua mulher era muito ativa. Teve a idéia de ficar indo ela mesma vender a produção da propriedade na feira. Todo sábado pegava a condução que a levava para Jaboatão e cada vez ficava um pouquinho mais de tempo no trabalho.
O marido desconfiou. Depois de algumas semanas encucado resolveu ir checar os afazeres da mulher. Encontrou ela trabalhando ao lado de um sujeito desconhecido. A cornura estava prestes a ser comprovada.
Resolveu ir numa mãe de santo.
- Tire isso da sua cabeça! Sua mulher é uma pessoa decente.
Outra.
- Você precisa dar mais atenção à sua mulher, mas ela não está amarrada a ninguém a não ser o senhor.
Não se contentou.
- Tome cuidado. Tem um peso muito grande sobre sua esposa.
Finalmente, teve certeza da traição. Mandou a mulher para fora com as duas filhas. Mas não agüentou muito tempo morando sozinho naquele Sítio e se mudou para um arruado ali bem próximo.
Talvez arrependido com a mudança que deu na sua vida depois de consultar as três mães de santo, acabou virando crente. Hoje, é pastor na comunidade onde mora e aconselha os jovens casais a permanecerem unidos.
22.5.05
Muribeca
Faz uns três meses que retomei a tarefa semanal de ir ao Sítio. Muita gente que me conhece já ouviu falar desse lugar, mas pouquíssima gente foi até lá. É que esses 11 hectares ficam numa das áreas mais perigosas e miseráveis da Região Metropolitana do Recife. Então, desde a morte do meu pai, tirando um tempo que minha mãe e Paulo tentaram plantar lá, a gente tinha deixado praticamente abandonado.
Durante muitos anos, a única ligação da minha família - além da posse - com as terras era a visita semanal de Seu Julio. Ele antes vinha e conversava e falava os problemas e depois passou a ir esquecendo e mudando a relação, chegando a um ponto que ele praticamente só pegava o salariozinho dele. De tal maneira a relação foi se fazendo que o agricultor passou a ser o único caseiro que não mora no trabalho que conheço. É isso mesmo. Ele ficou com medo e resolveu sair da casa que tinha gratuitamente e construir um local para morar em um arruado.
Mas estou aqui para falar da volta. Quem me convenceu a ir foi Marta. Demos uma olhada e na semana seguinte eu voltei e passei a voltar todos os sábados, com excessão dessa semana (quando adiantei para a sexta, não quero ficar marcado).
O lugar é muito problemático. Fica perto daquela Lagoa Azul (sei lá? Como é mesmo o nome). Mas fica mais perto ainda da Vila Palmares (favela criada por Newton Carneiro), do Lixão da Muribeca e de um acampamento do MST. Ou seja, é dentro de um espaço em que o Poder Público praticamente não chegou, apesar de haver um grande esforço que pelo menos mudou a cara do Aterro Sanitário (mudou mesmo!).
Não chegou porque, apesar de 90% dos moradores do local viverem de reciclagem de lixo, o trabalho (revolucionário) dos catadores continua sendo feito da maneira mais arcaica possível. E tendo o preço que os intermediários querem dar. Na minha primeira ida, com Marta, um policial me ofereceu para fazer uma visita ao Aterro.
- Traga sua família para dar uma volta num sábado. É importante para conhecer a realidade.
Eu ainda não encontrei Seu Silva para dizer a ele que topo o desafio, mas acho que ele fez a proposta para a pessoa certa. Tenho muita curiosidade por esse outro lado da divisão social e acho que só se melhora as coisas conhecendo de perto as problemáticas. Esse texto todinho é para dizer que vou começar a escrever uns perfis de umas pessoas aqui no blog. Seu Julio, Luciano, German, Dona Tereza, Seu Silva.
Sempre gostei de conversar com gente diferente e achei o máximo semana passada quando Julia fez uma coisa bem parecida com isso. Ela encontrou um bêbado na rua, ficou conversando, deu dois reais, continuou conversando e resolveu pegar um táxi para levar o cara para um Caps, onde uma amiga dela o atendeu.
Durante muitos anos, a única ligação da minha família - além da posse - com as terras era a visita semanal de Seu Julio. Ele antes vinha e conversava e falava os problemas e depois passou a ir esquecendo e mudando a relação, chegando a um ponto que ele praticamente só pegava o salariozinho dele. De tal maneira a relação foi se fazendo que o agricultor passou a ser o único caseiro que não mora no trabalho que conheço. É isso mesmo. Ele ficou com medo e resolveu sair da casa que tinha gratuitamente e construir um local para morar em um arruado.
Mas estou aqui para falar da volta. Quem me convenceu a ir foi Marta. Demos uma olhada e na semana seguinte eu voltei e passei a voltar todos os sábados, com excessão dessa semana (quando adiantei para a sexta, não quero ficar marcado).
O lugar é muito problemático. Fica perto daquela Lagoa Azul (sei lá? Como é mesmo o nome). Mas fica mais perto ainda da Vila Palmares (favela criada por Newton Carneiro), do Lixão da Muribeca e de um acampamento do MST. Ou seja, é dentro de um espaço em que o Poder Público praticamente não chegou, apesar de haver um grande esforço que pelo menos mudou a cara do Aterro Sanitário (mudou mesmo!).
Não chegou porque, apesar de 90% dos moradores do local viverem de reciclagem de lixo, o trabalho (revolucionário) dos catadores continua sendo feito da maneira mais arcaica possível. E tendo o preço que os intermediários querem dar. Na minha primeira ida, com Marta, um policial me ofereceu para fazer uma visita ao Aterro.
- Traga sua família para dar uma volta num sábado. É importante para conhecer a realidade.
Eu ainda não encontrei Seu Silva para dizer a ele que topo o desafio, mas acho que ele fez a proposta para a pessoa certa. Tenho muita curiosidade por esse outro lado da divisão social e acho que só se melhora as coisas conhecendo de perto as problemáticas. Esse texto todinho é para dizer que vou começar a escrever uns perfis de umas pessoas aqui no blog. Seu Julio, Luciano, German, Dona Tereza, Seu Silva.
Sempre gostei de conversar com gente diferente e achei o máximo semana passada quando Julia fez uma coisa bem parecida com isso. Ela encontrou um bêbado na rua, ficou conversando, deu dois reais, continuou conversando e resolveu pegar um táxi para levar o cara para um Caps, onde uma amiga dela o atendeu.
19.5.05
Qual a realidade?
A postagem do subjetivo estimula a reatividade do sistema de pós-ovulação da criatividade subjetiva intempestivamente relacionda à situação cósmica da singularidade da nuance.
16.5.05
Cabeça de Porco
Estou lendo esse livro de Luiz Eduardo Soares e MV Bill (tem o empresário dele também, Celso alguma coisa?). Tudo bem que sou fã mesmo do ex-secretário Nacional de Segurança, mas a leitura é excelente. Começa com o relato dos episódios em que Celso e o rapper se envolveram, para pesquisar sobre as crianças envolvidas no tráfico de drogas e na violência. Depois vem uma parte mais sociológica, que para mim tem o ponto alto numa entrevista de Escadinha.
O ex-traficante, depois de 20 anos na cadeia, se mostra arrependido e chocado com os níveis de violência do Rio de Janeiro. "De dez, se eu conseguir tirar um do crime, tô no lucro. Se a gente conseguir recuperar um, a gente tem que bater palma. O trabalho está surtindo efeito", diz ele, que prestava serviço para o Bon Marché. Logo depois, e antes de conseguir dar os depoimentos necessários para que fosse realizada uma biografia dele, Escadinha foi assassinado.
Luiz Eduardo Soares vai um pouco mais longe: "O grande desafio está em hamanizar o sujeito que comete o crime, sem subtrair-lhe a responsabilidade; responsabilizar o "sistema", sem eximi-lo da responsabilidade de distribuir responsabilidades e aplicar penas, segundo as leis, humanizando-as; humanizar o "sistema", transformando-o, criando condições para que prosperem a solidariedade e a verdadeira Justiça".
O ex-traficante, depois de 20 anos na cadeia, se mostra arrependido e chocado com os níveis de violência do Rio de Janeiro. "De dez, se eu conseguir tirar um do crime, tô no lucro. Se a gente conseguir recuperar um, a gente tem que bater palma. O trabalho está surtindo efeito", diz ele, que prestava serviço para o Bon Marché. Logo depois, e antes de conseguir dar os depoimentos necessários para que fosse realizada uma biografia dele, Escadinha foi assassinado.
Luiz Eduardo Soares vai um pouco mais longe: "O grande desafio está em hamanizar o sujeito que comete o crime, sem subtrair-lhe a responsabilidade; responsabilizar o "sistema", sem eximi-lo da responsabilidade de distribuir responsabilidades e aplicar penas, segundo as leis, humanizando-as; humanizar o "sistema", transformando-o, criando condições para que prosperem a solidariedade e a verdadeira Justiça".
13.5.05
Serviço Público
Estou pensando em fazer concurso para Gestor Público do Estado. Faz parte da minha raiva da "politização" (mal feita até em termos eleitorais) dos cargos da Prefeitura do Recife. E da luta contra a total falta de valorização do Serviço Público.
Meu cunhado, quando falei isso, respondeu com aquele típico sorrizo: "é, concurso público virou uma alternativa econômica". Eu não respondi na hora, mas estou vindo fazer essa discussão aqui. É que depois de muitas horas de trabalho na Assembléia Legislativa fico mesmo sem muita reação para algumas coisas.
Poxa, o quanto já fui crítico de gente como meu sogro que prefere estar na condição de professor e pesquisador (um tanto não remunerado por essa segunda função) na Universidade Federal de Pernambuco, a enfrentar os desafios e as falta de desafios do mercado de Educação Particular.
É uma luta. Tem suas vantagens. Mas é incrível o quanto é uma minoria que luta e faz algumas coisas funcionarem. Julia sempre disse, por exemplo, que no Departamento de Psicologia da Federal ninguém faltava aula por motivo banal e tal. O contrário do Centro de Artes.
Mas já passou um professor, em recente concurso público, para dar o mal exemplo de falta de compromissos com a Educação. Cupim, hoje em dia, acaba até madeira dura! Ela não critica, mas eu acho que a gente tem dar o exemplo trabalhando sério e também exigindo que os outros tenham postura semelhante. De repente, o silêncio dela pode até ser mais eficiente que meu esperneio.
A verdade é essa. Todo mundo já disse, mas a maioria faz questão de não ouvir. Quem não disputa as instâncias de Poder está cedendo. E no nosso caso dificilmente vai estar deixando para alguém que queira fazer algo em prol de uma maioria.
O PSDB fez muito bem em criar o cargo de Gestor Público Federal. Responde a uma demanda da Sociedade, de se despolitizar algumas funções na máquina administrativa. Jarbas realmente mantém alguns burocratas, que sabem tocar as coisas nos segundo e terceiro escalões. E se o PT continuar se fechando vai perder (como diz Paulo Rubem) os 20 anos de investimento para se criar um projeto de País.
Bom fim de semana!
Meu cunhado, quando falei isso, respondeu com aquele típico sorrizo: "é, concurso público virou uma alternativa econômica". Eu não respondi na hora, mas estou vindo fazer essa discussão aqui. É que depois de muitas horas de trabalho na Assembléia Legislativa fico mesmo sem muita reação para algumas coisas.
Poxa, o quanto já fui crítico de gente como meu sogro que prefere estar na condição de professor e pesquisador (um tanto não remunerado por essa segunda função) na Universidade Federal de Pernambuco, a enfrentar os desafios e as falta de desafios do mercado de Educação Particular.
É uma luta. Tem suas vantagens. Mas é incrível o quanto é uma minoria que luta e faz algumas coisas funcionarem. Julia sempre disse, por exemplo, que no Departamento de Psicologia da Federal ninguém faltava aula por motivo banal e tal. O contrário do Centro de Artes.
Mas já passou um professor, em recente concurso público, para dar o mal exemplo de falta de compromissos com a Educação. Cupim, hoje em dia, acaba até madeira dura! Ela não critica, mas eu acho que a gente tem dar o exemplo trabalhando sério e também exigindo que os outros tenham postura semelhante. De repente, o silêncio dela pode até ser mais eficiente que meu esperneio.
A verdade é essa. Todo mundo já disse, mas a maioria faz questão de não ouvir. Quem não disputa as instâncias de Poder está cedendo. E no nosso caso dificilmente vai estar deixando para alguém que queira fazer algo em prol de uma maioria.
O PSDB fez muito bem em criar o cargo de Gestor Público Federal. Responde a uma demanda da Sociedade, de se despolitizar algumas funções na máquina administrativa. Jarbas realmente mantém alguns burocratas, que sabem tocar as coisas nos segundo e terceiro escalões. E se o PT continuar se fechando vai perder (como diz Paulo Rubem) os 20 anos de investimento para se criar um projeto de País.
Bom fim de semana!
8.5.05
Os nerds também amam
Eu vinha escrever sobre a minha pequena realidade. Parlamentares que me decemcionam e outros que confirmam sua capacidade (isso no campo do PT ético). Mas um comentário me fez mudar de idéia.
A conversa de que nada dá certo é uma coisa muito forte nos dias de hoje. Ai teve uma pessoa que escreveu, sem se identificar, que era apenas um nerd (sei lá, vejam nos comentários ai de baixo).
Realmente é muito difícil a gente ver evolução através dos políticos. Por que realmente é muito pouca coisa boa sendo feita. E muita putaria continua rolando solta no Brasil.
Por outro lado, acho que algumas coisas são evoluções no nosso mundo. Quando fui para os Estados Unidos (em 95) um nerd era simplesmente um looser. Me lembro a capa de uma Mad com os nerds famosos (ridicularizando essa mudança que estava começando a ser sentida).
Hoje em dia, a coisa mais comum do mundo é uma pessoa que tem aquele estilo (o nome continua sendo depreciativo). Os caras têm bandas e a gente vai assistir o Profiterolis. Ganham dinheiro com suas taras por computador. Muita gente acha (como eu) umas meninas bem branquinhas de ficar na frente de um computador e com um corpinho delicioso de malhar mouse a maior delícia. E tal e brá, como diria um amigo meu skatista.
Não estou fazendo nenhuma louvação. Até porque sempre achei aquela frase de Cazuza uma grande merda: "Eu sou burguês, mas eu sou artista". Porra, as pessoas respeitam o artista pelas suas qualidades, mas não por ser artista. Assim como os nerds.
Agora vou deixar meu outro post para outro dia para ninguém ficar dizendo que estou querendo justificar minha condição de nerd. Não me acho nerd Mateus!
A conversa de que nada dá certo é uma coisa muito forte nos dias de hoje. Ai teve uma pessoa que escreveu, sem se identificar, que era apenas um nerd (sei lá, vejam nos comentários ai de baixo).
Realmente é muito difícil a gente ver evolução através dos políticos. Por que realmente é muito pouca coisa boa sendo feita. E muita putaria continua rolando solta no Brasil.
Por outro lado, acho que algumas coisas são evoluções no nosso mundo. Quando fui para os Estados Unidos (em 95) um nerd era simplesmente um looser. Me lembro a capa de uma Mad com os nerds famosos (ridicularizando essa mudança que estava começando a ser sentida).
Hoje em dia, a coisa mais comum do mundo é uma pessoa que tem aquele estilo (o nome continua sendo depreciativo). Os caras têm bandas e a gente vai assistir o Profiterolis. Ganham dinheiro com suas taras por computador. Muita gente acha (como eu) umas meninas bem branquinhas de ficar na frente de um computador e com um corpinho delicioso de malhar mouse a maior delícia. E tal e brá, como diria um amigo meu skatista.
Não estou fazendo nenhuma louvação. Até porque sempre achei aquela frase de Cazuza uma grande merda: "Eu sou burguês, mas eu sou artista". Porra, as pessoas respeitam o artista pelas suas qualidades, mas não por ser artista. Assim como os nerds.
Agora vou deixar meu outro post para outro dia para ninguém ficar dizendo que estou querendo justificar minha condição de nerd. Não me acho nerd Mateus!
4.5.05
Winbledon
Eu devia ser proibido de falar desse tipo de filme. Comédia romântica, com tema esportivo, ambiente de múltiplas nacionalidades e com uma loura linda compondo o par romântico.
Falo mesmo assim. A minha única queixa é porque realmente o filme se mostra muito idiota ao não mostrar carne nenhuma. A única bunda que aparece é do ator que faz o papel de Guga inglês.
Paul Bethany? Acho que é isso. Apesar de ser um pouco mais alto, e do jeitão brittish, não dá para deixar de pensar em Gustavo Kuerten. É que além de serem hiper boa-praça, os dois estão sempre perdendo seus primeiros jogos.
Bem, não tenho nem um pouco de pena de Guga. Mas o filme é legal. Apesar da vitória mais que consagradora na última partida da carreira do tenista ser uma coisa muito surreal para se levar a sério.
Bem, é uma comédia e deve ser tratada como tal. Além disso, Fernando Meligeni conseguiu um feito quase tão absurdo? Não foi. Anunciou a despedida e ganhou o Pan, depois de anos sem botar a mão em nada.
Digamos que o Pan não chega perto de Winbledon, mas pelo menos o cara tinha sido décimo primeiro do Ranking. Fininho deve ter sido no máximo um trigésimo baixo. Acho que não baixou de 30?
Falo mesmo assim. A minha única queixa é porque realmente o filme se mostra muito idiota ao não mostrar carne nenhuma. A única bunda que aparece é do ator que faz o papel de Guga inglês.
Paul Bethany? Acho que é isso. Apesar de ser um pouco mais alto, e do jeitão brittish, não dá para deixar de pensar em Gustavo Kuerten. É que além de serem hiper boa-praça, os dois estão sempre perdendo seus primeiros jogos.
Bem, não tenho nem um pouco de pena de Guga. Mas o filme é legal. Apesar da vitória mais que consagradora na última partida da carreira do tenista ser uma coisa muito surreal para se levar a sério.
Bem, é uma comédia e deve ser tratada como tal. Além disso, Fernando Meligeni conseguiu um feito quase tão absurdo? Não foi. Anunciou a despedida e ganhou o Pan, depois de anos sem botar a mão em nada.
Digamos que o Pan não chega perto de Winbledon, mas pelo menos o cara tinha sido décimo primeiro do Ranking. Fininho deve ter sido no máximo um trigésimo baixo. Acho que não baixou de 30?
29.4.05
Narcisismo em estado bruto
As vezes fico curioso se as pessoas realmente entendem quem eu sou. Tipo assim, alguem - fora Mateus, que deve ter um senso de humor quase tão ridículo quanto o meu - entende que quando escrevo "Encontrei Marina na entrada e a sessão ficou um pouco mais gostosa" é só para associar as palavras Marina e gostosa?
Será possível que dois anos seguidos a pessoa faça declarações de imposto de renda de terceiros antecipadamente e deixe a sua para o último dia? Pior, acorde às 3 horas da manhã de uma sexta-feira e encontre a mensagem: Manutenção impede contribuinte de fazer declaração das 3h às 7h. Ano passado fiz umas três do pessoal da Prefeitura e domingo passado fiz a de Julia (hiper complicada). A minha que é simplinha e tem só uma fonte de renda, vou ter que fazer de tarde.
Tudo bem que a maioria dos leitores desse blog nunca acessou o site da Receita Federal. Mas tem um amigo meu que tá grávido e eu gostei pra caramba de saber. Assim, a minha geração vai ganhando responsabilidades.
Tive uma conversa com Rosinha sobre exposição/narcisismo/blog. Se a pessoa parar para pensar realmente morga esse negócio de escrever sobre si mesmo. Mas como são cinco horas da manhã espero que ela perdoe mais esse post.
Será possível que dois anos seguidos a pessoa faça declarações de imposto de renda de terceiros antecipadamente e deixe a sua para o último dia? Pior, acorde às 3 horas da manhã de uma sexta-feira e encontre a mensagem: Manutenção impede contribuinte de fazer declaração das 3h às 7h. Ano passado fiz umas três do pessoal da Prefeitura e domingo passado fiz a de Julia (hiper complicada). A minha que é simplinha e tem só uma fonte de renda, vou ter que fazer de tarde.
Tudo bem que a maioria dos leitores desse blog nunca acessou o site da Receita Federal. Mas tem um amigo meu que tá grávido e eu gostei pra caramba de saber. Assim, a minha geração vai ganhando responsabilidades.
Tive uma conversa com Rosinha sobre exposição/narcisismo/blog. Se a pessoa parar para pensar realmente morga esse negócio de escrever sobre si mesmo. Mas como são cinco horas da manhã espero que ela perdoe mais esse post.
28.4.05
Machuca
Fazia tempo que não assistia a um bom filme. Encontrei Marina na entrada e a sessão ficou um pouco mais gostosa. Depois não consegui falar da sensação que tive, mas venho aqui tentar explicar.
O filme chileno é sobre o conflito entre duas crianças, uma pobre e outra rica, que se conhecem durante o Governo Allende. Quando morava no Rio escrevi uma história que tinha esse mesmo enredo, no contexto da violência crescente no Brasil.
Eles se conhecem quando um padre inglês abre um colégio aristocrático para meninos das comunidades próximas. O riquinho ruivo e o índio gordinho (Pedro ?Peter? Machuca) têm uma empatia imediata e ainda dividem uma paquerinha infantil.
O filme é dedicado a um padre que realmente dirigiu o Colégio Saint Patrick na época em que se passa o filme. Mas tem toda uma aura de fantasia, com os meninos correndo das passeatas nacionalistas para as comunistas para vender bandeirinhas.
A história é boa. Bem contada. Consegue entrar em territórios de múltiplas sensações. Acho que as pessoas podem gostar do filme por diversos motivos diferentes. O namoro das três crianças. A Política. A infância bem vivida. A linda Santiago. A violência policial...
Para mim, o que mais reverberou foi a sensação forte de machucado por sentir falta de lutas no nosso País. Tanta coisa evoluiu! Mas as pessoas estão deixando passar porque quem veste a camisa vermelha hoje são os perseguidores no Brasil.
Cadê aquele povo que jogava torta na cara dos tucanos?
O filme chileno é sobre o conflito entre duas crianças, uma pobre e outra rica, que se conhecem durante o Governo Allende. Quando morava no Rio escrevi uma história que tinha esse mesmo enredo, no contexto da violência crescente no Brasil.
Eles se conhecem quando um padre inglês abre um colégio aristocrático para meninos das comunidades próximas. O riquinho ruivo e o índio gordinho (Pedro ?Peter? Machuca) têm uma empatia imediata e ainda dividem uma paquerinha infantil.
O filme é dedicado a um padre que realmente dirigiu o Colégio Saint Patrick na época em que se passa o filme. Mas tem toda uma aura de fantasia, com os meninos correndo das passeatas nacionalistas para as comunistas para vender bandeirinhas.
A história é boa. Bem contada. Consegue entrar em territórios de múltiplas sensações. Acho que as pessoas podem gostar do filme por diversos motivos diferentes. O namoro das três crianças. A Política. A infância bem vivida. A linda Santiago. A violência policial...
Para mim, o que mais reverberou foi a sensação forte de machucado por sentir falta de lutas no nosso País. Tanta coisa evoluiu! Mas as pessoas estão deixando passar porque quem veste a camisa vermelha hoje são os perseguidores no Brasil.
Cadê aquele povo que jogava torta na cara dos tucanos?
25.4.05
Teoria e prática
Escrevi um negócio grande da porra sobre a distância entre teoria e prática na regulação de energia, mas perdi. Queria ver o que Paulinho ia achar. Mas agora não vou conseguir reproduzir. O resumo da ópera: os "donos" da Aneel têm mandato e por isso são facilmente corrompidos, a empresa ideal que a Agência cria é uma lenda (os custos e perdas da Celpe acabam sendo levados em conta), as regras da Aneel não levam em conta contribuições que poderiam ser dadas por exemplo pelos Procons (maior número de reclamações em Pernambuco é para quem? Celpe - Grupoo Neoenergia), fantasias criadas pelas empresas viram custos nas contas dos contribuintes ("o aumento na perda de energia foi gerado pela violência em Pernambuco", Roberto Alcoforado, presidente da Iberdrola, Celpe, Termopernambuco. Sei lá, é tudo o mesmo monopólio). Os juízes que vão julgar o aumento, depois de autorizado pela Celpe (sei lá, Aneel), já foram devidamente comprados. Por sinal, foi a Veja que divulgou uma viagem desse pessoal para a Cidade Maravilhosa paga pelo nosso dinheiro e repassado para a Celpe através das contas de energia elétrica. E o pior é que lá no Sítio os fios (que eram para ser de energia) são todos de telefone.
31.3.05
Um bom registro
De tempos em tempos encontro uma pessoa que supera todos os problemas da Poder Público e faz um trabalho bonito. Isso é quase impossível. Hoje, ouvi o depoimento de Brenda Braga e fiquei impressionado com o que aquela mulher vem realizando no Projeto Renascer. Depois perguntei a minha mãe sobre ela, Inalda disse que ela era toda a mulher bonita e brilhante que eu tinha visto e ainda tinha senso de humor.
Difícil explicar tudo que ela mostrou com suas palavras. Tentativas de desburocratizar as operações para possibilitar a captação de recursos por pessoas com pouca formação do meio rural; realização de seleção para ocupação dos cargos (todo lugar que vejo as indicações são políticas); busca de apoios em entidades como o Tribunal de Contas e o Ministério Público para solucionar problemas sérios; a defesa do princípio de que aquele trabalho social realmente não pode virar politicagem e precisa seguir critérios técnicos (para a platéia ávida pelos votinhos que as pontes, banheiros, cisternas e poços poderiam lhes dar); e especialmente a capacidade demonstrada de solucionar os problemas que ela encontrou no órgão.
Pedro Eurico levou um show!
E está 1 X 0 para Jarbas em 2005.
Poderia empatar dizendo que João Paulo finalmente tirou as famílias da Vila do Vintén, aqui do lado do Plaza Casa Forte, mas isso é só a repetição de Brasília Teimosa. Então só empato quando a Urb mandar começar a obra viária para desafogar o trânsito de Casa Forte. Ou então quando Hommer Boy chegar no ouvido do prefeito e contar a esperiência existente no Rio de Janeiro de trabalho social (Favela Bairro?), que é tudo que a gestão precisa em termos de conceito para vender o trabalho em Brasília Teimosa. Que agora poderia ser feito no Coque, por exemplo.
Difícil explicar tudo que ela mostrou com suas palavras. Tentativas de desburocratizar as operações para possibilitar a captação de recursos por pessoas com pouca formação do meio rural; realização de seleção para ocupação dos cargos (todo lugar que vejo as indicações são políticas); busca de apoios em entidades como o Tribunal de Contas e o Ministério Público para solucionar problemas sérios; a defesa do princípio de que aquele trabalho social realmente não pode virar politicagem e precisa seguir critérios técnicos (para a platéia ávida pelos votinhos que as pontes, banheiros, cisternas e poços poderiam lhes dar); e especialmente a capacidade demonstrada de solucionar os problemas que ela encontrou no órgão.
Pedro Eurico levou um show!
E está 1 X 0 para Jarbas em 2005.
Poderia empatar dizendo que João Paulo finalmente tirou as famílias da Vila do Vintén, aqui do lado do Plaza Casa Forte, mas isso é só a repetição de Brasília Teimosa. Então só empato quando a Urb mandar começar a obra viária para desafogar o trânsito de Casa Forte. Ou então quando Hommer Boy chegar no ouvido do prefeito e contar a esperiência existente no Rio de Janeiro de trabalho social (Favela Bairro?), que é tudo que a gestão precisa em termos de conceito para vender o trabalho em Brasília Teimosa. Que agora poderia ser feito no Coque, por exemplo.
Saudades
Estou no trabalho mais indicado para mim no campo da Política. Milhões de dilemas a enfrentar, mas pelo menos trabalho com gente que está afim de discutir algumas coisas e sempre respeitando aqueles princípios fundamentais que são tão raros nos dias de hoje (não só na vida pública, diga-se de passagem).
Agora, a verdade é que isso me torna ainda mais órfão de um jornal. Poxa, fazem quatro anos que saí do Jornal do Commercio. Sinto falta de tudo aquilo que os melhores repórteres reclamam depois que passam os três meses iniciais de euforia: excesso de responsabilidades, falta de estrutura, pouco tempo, pautas sobre assuntos absolutamente extraterrestres...
Engraçado que algumas pessoas têm bem menos perfil de jornalista, do que eu, e se enquadram e estão ralando em uma das três empresas de Pernambuco. Ainda bem! Sentei do lado de um amigo hoje, na CPI do Campo, vi que ele continuava o mesmo punk questionador da época de Católica (isso é um comentário 100% elogioso a um cara de quem nunca fui muito próximo). Como é que ele consegue continuar na Folha?
A única resposta que imagino é a necessidade. Imagino que é capaz de todo dia ele acordar com uma decepção nas costas: manchetes distoantes, textos decapitados, inserção de erros na edição, falhas do repórter vistas à posteriori (nem sempre por sua culpa, muitas vezes causadas por falta de condições de trabalho mesmo)...
Bem, mas pelo menos fico feliz que haja espaço para essas pessoas ainda no Jornalismo pernambucano. É muito fácil se enquadrar no esquema se você escreve bem. Para qualquer empresa é bom ter um Marcelo Pedroso (só para citar outro cara), só que são poucos os que ficam brigando para que cada texto seja um pouquinho mais verdadeiro, todos os dias da semana, quase o ano todo (ninguém tem saco para ser assim 24 X 365).
Acho que todo mundo para ficar numa dessas três empresas tem que fazer um pouco de malabarismo (ia dizer cavanismo só pra arretar Julio). Será? Eu sei que é um aprendizado do caramba aprender a conviver. Mas é especialmente importante não esquecer dos seus ideais.
Tanta coisa para escrever, mas não acho esse blog um veículo para assuntos do Mundo. Pelo menos para os meus dilemas ele tem um bom espaço. Infinito.
Agora, a verdade é que isso me torna ainda mais órfão de um jornal. Poxa, fazem quatro anos que saí do Jornal do Commercio. Sinto falta de tudo aquilo que os melhores repórteres reclamam depois que passam os três meses iniciais de euforia: excesso de responsabilidades, falta de estrutura, pouco tempo, pautas sobre assuntos absolutamente extraterrestres...
Engraçado que algumas pessoas têm bem menos perfil de jornalista, do que eu, e se enquadram e estão ralando em uma das três empresas de Pernambuco. Ainda bem! Sentei do lado de um amigo hoje, na CPI do Campo, vi que ele continuava o mesmo punk questionador da época de Católica (isso é um comentário 100% elogioso a um cara de quem nunca fui muito próximo). Como é que ele consegue continuar na Folha?
A única resposta que imagino é a necessidade. Imagino que é capaz de todo dia ele acordar com uma decepção nas costas: manchetes distoantes, textos decapitados, inserção de erros na edição, falhas do repórter vistas à posteriori (nem sempre por sua culpa, muitas vezes causadas por falta de condições de trabalho mesmo)...
Bem, mas pelo menos fico feliz que haja espaço para essas pessoas ainda no Jornalismo pernambucano. É muito fácil se enquadrar no esquema se você escreve bem. Para qualquer empresa é bom ter um Marcelo Pedroso (só para citar outro cara), só que são poucos os que ficam brigando para que cada texto seja um pouquinho mais verdadeiro, todos os dias da semana, quase o ano todo (ninguém tem saco para ser assim 24 X 365).
Acho que todo mundo para ficar numa dessas três empresas tem que fazer um pouco de malabarismo (ia dizer cavanismo só pra arretar Julio). Será? Eu sei que é um aprendizado do caramba aprender a conviver. Mas é especialmente importante não esquecer dos seus ideais.
Tanta coisa para escrever, mas não acho esse blog um veículo para assuntos do Mundo. Pelo menos para os meus dilemas ele tem um bom espaço. Infinito.
28.3.05
Viajar é preciso
Por que eu passei dez anos sem ir para Natal?
Realmente não há explicação. É a cidade realmente bonita mais barata que tenho notícia que se possa ir daqui do Recife.Uma prainha paradisíaca não pode ser considerada cidade, por mais que tenha reconhecimento formal para isso (óbvio!). Perderia todo o charme.
Puxa vida, a primeira conclusão é que todo mundo que investe em turismo no Recife vive de ilusão. É claro que esse mercado nunca vai passar da fase que vive atualmente: Carnaval, eventos e visitas familiares. Quem quiser realmente escolher um lugar para visitar sempre vai ter outras opções no Nordeste.
Ah, porque Recife tem uma cultura efervescente! Salvador também tem, as coisas são mais organizadas lá e a cidade ainda tem um litoral bonito.
Ah, porque o casario de Olinda e as igrejas são um diferencial! Realmente um décimo dos turistas acima de noventa anos realmente devem acreditar nisso. Os outros 90% ficarão decepcionados, pensando porque não passaram uns três dias a mais em Natal conhecendo todas aquelas praias lindas.
Ah, porque o artesanato... Sem explicações. Todo mundo sabe que em todas as capitais nordestinas é vendido o mesmo "crap".
Ah, porque Recife fica próxima de Porto de Galinhas, que é a um pulo de Japaratinga. Realmente, dá para pegar uma van direto do Aeroporto para um monte de praias que valem a pena. Finalmente achei um motivo para esse mega-aeroporto.
Realmente não há explicação. É a cidade realmente bonita mais barata que tenho notícia que se possa ir daqui do Recife.Uma prainha paradisíaca não pode ser considerada cidade, por mais que tenha reconhecimento formal para isso (óbvio!). Perderia todo o charme.
Puxa vida, a primeira conclusão é que todo mundo que investe em turismo no Recife vive de ilusão. É claro que esse mercado nunca vai passar da fase que vive atualmente: Carnaval, eventos e visitas familiares. Quem quiser realmente escolher um lugar para visitar sempre vai ter outras opções no Nordeste.
Ah, porque Recife tem uma cultura efervescente! Salvador também tem, as coisas são mais organizadas lá e a cidade ainda tem um litoral bonito.
Ah, porque o casario de Olinda e as igrejas são um diferencial! Realmente um décimo dos turistas acima de noventa anos realmente devem acreditar nisso. Os outros 90% ficarão decepcionados, pensando porque não passaram uns três dias a mais em Natal conhecendo todas aquelas praias lindas.
Ah, porque o artesanato... Sem explicações. Todo mundo sabe que em todas as capitais nordestinas é vendido o mesmo "crap".
Ah, porque Recife fica próxima de Porto de Galinhas, que é a um pulo de Japaratinga. Realmente, dá para pegar uma van direto do Aeroporto para um monte de praias que valem a pena. Finalmente achei um motivo para esse mega-aeroporto.
23.3.05
22.3.05
Antes do anoitecer
Finalmente fui assistir. Era o filme que estava faltando na minha lista de quando fui pro Rio, no ano passado.
A cena de ínicio é muito legal, assim como o final. A trilha sonora é uma das melhores coisas do filme. O debate não cansa, apesar de ter sentido falta de um pouco mais de carne na tela.
Julie Delpy continua tão linda como dez anos atrás. Julia ficou tirando onda da roupa de Ethan Hawke (como se escreve esse nome?), mas eu não tinha notado. Deve ser mesmo gréia com americano. Por sinal, é muito bom existir um filme que fica fazendo piada com os estadunidenses.
Fui assistir com Julia. Não sei se é a melhor condição. É um filme para relembrar relacionamentos perdidos. Passei uns quinze minutos para me recuperar das lembranças trazidas e acho que ela deve ter ficado na mesma situação.
Meia hora depois a gente já estava combinando uma viagem para a França. Paris é o principal personagem desse filme. Porra, é muito fácil ser um casal feliz frequentando aqueles cafés, ouvindo Nina Simone e vivendo num apartamento daqueles.
Depois tivemos de enfrentar a difícil realidade. Vamos comer onde? Anjo Solto? Boteco? Acabamos indo no Pin Up, pelo menos era uma coisa que a gente não tinha ido ainda. Muito caro para ter ketchup de sachê, mas o lugar tem uma comida boa. Recomendo principalmente o wafle.
A cena de ínicio é muito legal, assim como o final. A trilha sonora é uma das melhores coisas do filme. O debate não cansa, apesar de ter sentido falta de um pouco mais de carne na tela.
Julie Delpy continua tão linda como dez anos atrás. Julia ficou tirando onda da roupa de Ethan Hawke (como se escreve esse nome?), mas eu não tinha notado. Deve ser mesmo gréia com americano. Por sinal, é muito bom existir um filme que fica fazendo piada com os estadunidenses.
Fui assistir com Julia. Não sei se é a melhor condição. É um filme para relembrar relacionamentos perdidos. Passei uns quinze minutos para me recuperar das lembranças trazidas e acho que ela deve ter ficado na mesma situação.
Meia hora depois a gente já estava combinando uma viagem para a França. Paris é o principal personagem desse filme. Porra, é muito fácil ser um casal feliz frequentando aqueles cafés, ouvindo Nina Simone e vivendo num apartamento daqueles.
Depois tivemos de enfrentar a difícil realidade. Vamos comer onde? Anjo Solto? Boteco? Acabamos indo no Pin Up, pelo menos era uma coisa que a gente não tinha ido ainda. Muito caro para ter ketchup de sachê, mas o lugar tem uma comida boa. Recomendo principalmente o wafle.
9.3.05
Notícias da semana
Severino Cavalcanti passou pelo Recife?
Foi aprovada alguma Lei que fala sobre células tronco?
Humberto Costa continua cai não cai?
Rubinho continua em segundo lugar?
A Saúde em Pernambuco não tem como piorar?
Pois eu só prestei atenção mesmo nas fotos de Chico Buarque com uma mulher bem bonita num mar azul-verde lindíssimo do Leblom. Pois bem, não existe nada proibindo publicar fotos de gente na praia. Mas eu sou moralista velho. Quanto mais me interesso em olhar aquelas imagens, mais acho que não deviam ter sido publicadas e mais vejo o quando foram manipuladas de maneira a parecerem bem mais do que realmente deve ter acontecido. A única solução são processos muito bem estruturados que causem mega-indenizações. Na minha vida, ainda vou ser contratado para dar minha visão sobre esse tipo de cobertura. Que peça é essa dentro de um processo? Contendo a opinião de um especialista sobre um assunto. Outra coisa, sem nenhuma relação, a mulher pode ser linda, mas junto de Chico ela virou uma deusa.
Foi aprovada alguma Lei que fala sobre células tronco?
Humberto Costa continua cai não cai?
Rubinho continua em segundo lugar?
A Saúde em Pernambuco não tem como piorar?
Pois eu só prestei atenção mesmo nas fotos de Chico Buarque com uma mulher bem bonita num mar azul-verde lindíssimo do Leblom. Pois bem, não existe nada proibindo publicar fotos de gente na praia. Mas eu sou moralista velho. Quanto mais me interesso em olhar aquelas imagens, mais acho que não deviam ter sido publicadas e mais vejo o quando foram manipuladas de maneira a parecerem bem mais do que realmente deve ter acontecido. A única solução são processos muito bem estruturados que causem mega-indenizações. Na minha vida, ainda vou ser contratado para dar minha visão sobre esse tipo de cobertura. Que peça é essa dentro de um processo? Contendo a opinião de um especialista sobre um assunto. Outra coisa, sem nenhuma relação, a mulher pode ser linda, mas junto de Chico ela virou uma deusa.
28.2.05
Mudança de endereço profissional
Só para registrar que amanhã passo a trabalhar na assessoria de imprensa do deputado estadual, Roberto Leandro.
Continuo no mesmo ambiente petista, mas agora com um pouco mais de idealismo (espero e acredito!).
Não será nenhuma grande evolução financeira e a vantagem principal será ter um pouco mais de tempo livre para nadar, ficar com Chico, ir pro cinema, namorar...
Aos que ficarem iludidos de que vou ganhar bastante dinheiro ou trabalhar quase nada já deixo clara que ambas as idéias são precipitadas.
Não sei se vai dar para atualizar esse site na Assembléia Legislativa, mas espero em breve ter Internet à cabo em casa.
Para quem não conheçe esse deputado é aquele que vem devolvendo o jeton desde o início do mandato e tem um projeto de lei, junto com Tereza Leitão, para extinguir essa verba. É presidente da Comissão de Cidadania da Assembléia e foi presidente do Sindicato dos Bancários. Ano que vem a gente vê se ele vai estar mais conhecido do público pernambucano ou não.
Continuo no mesmo ambiente petista, mas agora com um pouco mais de idealismo (espero e acredito!).
Não será nenhuma grande evolução financeira e a vantagem principal será ter um pouco mais de tempo livre para nadar, ficar com Chico, ir pro cinema, namorar...
Aos que ficarem iludidos de que vou ganhar bastante dinheiro ou trabalhar quase nada já deixo clara que ambas as idéias são precipitadas.
Não sei se vai dar para atualizar esse site na Assembléia Legislativa, mas espero em breve ter Internet à cabo em casa.
Para quem não conheçe esse deputado é aquele que vem devolvendo o jeton desde o início do mandato e tem um projeto de lei, junto com Tereza Leitão, para extinguir essa verba. É presidente da Comissão de Cidadania da Assembléia e foi presidente do Sindicato dos Bancários. Ano que vem a gente vê se ele vai estar mais conhecido do público pernambucano ou não.
25.2.05
Bolsas do Salão de Artes
Fernando Perez rules! O cara teve cunhão pra caramba de levantar o questionamento ao vivo, no Sopa Diario. Agora, duvido que ganhe qualquer coisa do Governo de Jarbas novamente. Mas tudo bem, 2006 vem ai. E em 2007 o Carnaval de Pernambuco já pode ser Multicultural.
A polêmica está grande, leiam as matérias de Julio e Diana. Quando é que essas curadorias vão aprender que realmente têm que tomar todos os cuidados imagináveis para distribuir verba pública? Mas o pior é que a coisa tem que ser discutida com respeito para não acabar causando uma decisão mais drástica da Secretaria de Cultura.
A polêmica está grande, leiam as matérias de Julio e Diana. Quando é que essas curadorias vão aprender que realmente têm que tomar todos os cuidados imagináveis para distribuir verba pública? Mas o pior é que a coisa tem que ser discutida com respeito para não acabar causando uma decisão mais drástica da Secretaria de Cultura.
22.2.05
Juventude de Esquerda
Trechos de texto de Cristovam Buarque:
Enquanto não tiver responsabilidade de mais velhos, o jovem não deve ser o castrador de seus sonhos. Deve lutar por ele, enfrentar as resistências, mesmo que tenha que se submeter depois à lógica dos velhos.
O mais grave deste envelhecimento precoce que se percebe nos jovens militantes da esquerda brasileira, como forma de defender o nosso governo, é que a sociedade fica sem a vanguarda sonhadora que deve caracterizar a sociedade. Este é um imenso risco que corremos atualmente.
Na verdade porém, o problema talvez esteja menos na falta de sonho, do que no corporativismo como os jovens sonham hoje em dia. Se se falasse em federalizar o ensino superior, era capaz de os jovens aceitarem a idéia e lutarem por ela. Mas, como se trata de beneficiar as crianças, os sonhos são cortados pelos jovens militantes.
Não importa se por corporativismo ou por conservadorismo, a sociedade não muda, quando a juventude militante perde o gosto pelos sonhos mais radicais.
Enquanto não tiver responsabilidade de mais velhos, o jovem não deve ser o castrador de seus sonhos. Deve lutar por ele, enfrentar as resistências, mesmo que tenha que se submeter depois à lógica dos velhos.
O mais grave deste envelhecimento precoce que se percebe nos jovens militantes da esquerda brasileira, como forma de defender o nosso governo, é que a sociedade fica sem a vanguarda sonhadora que deve caracterizar a sociedade. Este é um imenso risco que corremos atualmente.
Na verdade porém, o problema talvez esteja menos na falta de sonho, do que no corporativismo como os jovens sonham hoje em dia. Se se falasse em federalizar o ensino superior, era capaz de os jovens aceitarem a idéia e lutarem por ela. Mas, como se trata de beneficiar as crianças, os sonhos são cortados pelos jovens militantes.
Não importa se por corporativismo ou por conservadorismo, a sociedade não muda, quando a juventude militante perde o gosto pelos sonhos mais radicais.
21.2.05
Aos caros leitores
Informo que dada a completa incompreensão do cenário Político local, internacional e nacional esse site passa, ainda mais, a ser um blog de uso exclusivamente pessoal. Tem o que comentar da vitória de Severino Cavalcanti? Alguém tem saco de ler mais lamúrias sobre essa Prefeitura do Recife? George Bush ainda tem quanto tempo de reinado?
A verdade é que Pedro voltou para a França e Tuti e eu falhamos como grupo terrorista. Com isso, a temporada de visitas carnavalescas finalmente deu-se por encerrada e os últimos seres humanos que ainda se iludiam têm que tomar conta de suas vidas.
Emagrecer,
Voltar à natação,
Fazer análise (será que dá para voltar do estado de loucura terminal?),
Receber resultados que continuam sendo protelados,
Ganhar dinheiro para ir à Paris,
Fazer projetos para ganhar dinheiro para ir à França,
Visitar Graça e Pedro,
Fazer mestrado só para poder passar uns mesezinhos viajando pela Europa.
São algumas das prioridades. Censurei a parte sobre meu emprego.
A verdade é que Pedro voltou para a França e Tuti e eu falhamos como grupo terrorista. Com isso, a temporada de visitas carnavalescas finalmente deu-se por encerrada e os últimos seres humanos que ainda se iludiam têm que tomar conta de suas vidas.
Emagrecer,
Voltar à natação,
Fazer análise (será que dá para voltar do estado de loucura terminal?),
Receber resultados que continuam sendo protelados,
Ganhar dinheiro para ir à Paris,
Fazer projetos para ganhar dinheiro para ir à França,
Visitar Graça e Pedro,
Fazer mestrado só para poder passar uns mesezinhos viajando pela Europa.
São algumas das prioridades. Censurei a parte sobre meu emprego.
14.2.05
Eu acredito em sonhos
Tive um sonho que passava no Vestibular!? O pior é que comemorava com duas repórteres lá do Jornal do Commercio (Ciara e Roberta). Eu sabia que já era formado, mas por algum motivo estava fazendo a prova novamente. É muito estranho mas no sonho fazia algum sentido, porque eu me lembro de pensar na lógica que tinha cursar o mesmo curso que fiz na Católica na Federal. Como meu Horóscopo diz que vou colher os frutos do meu investimento acho que alguma coisa boa está por vir. Só não sei o quê?
Imagem do Carnaval
Na Quarta-feira de Cinzas como todos os dias da minha vida fui o primeiro a acordar. Fiquei na varanda da casa de Ivaldevan olhando a chuva cair. Os caminhões passavam cheios de trabalhadores. As barracas com algumas pessoas dormindo, esperando a hora de voltar para casa (será que aquelas pessoas passam o Carnaval todo acampadas?). Alguns foliões tentando viver mais um dia de folia louca, mas eu acho que naquele momento é tentar tapar o sol com a peneira.
Eu sei que fiquei ali, sem tristeza. Apenas rememorando um Carnaval bem vivido. É teve tudo que a gente espera! Mas vim aqui falar da minha última imagem de Olinda: Um toró danado caía e eu estava impressionado como alguém já tinha passado para tirar toda aquela sujeira que acumula diariamente (toda noite tem limpeza, por incrível que pareça). De repente notei um caminhão de lixo e três homens levantando com as mãos um tanto de lixo enorme, muito papelão e plástico das caixas de cerveja, imagine aquilo tudo molhado e os caras estavam sem capas (luvas talvez, mas não tenho certeza).
Tenho certeza que eles não ganharam nenhuma quantia enorme para fazer aquilo, só posso acreditar que os caras estavam trabalhando daquele jeito porque estavam com o mesmo gosto doce de um prazer muito próximo. Fiquei olhando ali, seria ridículo ir dizer que estava admirado com o trabalho dos caras, mas agora que passou fiquei com vontade de ir lá pagar uma cerveja para os caras. Talvez assim eu aprenda a brincar a Quarta-feira de Cinzas! Ficou para 2006.
Eu sei que fiquei ali, sem tristeza. Apenas rememorando um Carnaval bem vivido. É teve tudo que a gente espera! Mas vim aqui falar da minha última imagem de Olinda: Um toró danado caía e eu estava impressionado como alguém já tinha passado para tirar toda aquela sujeira que acumula diariamente (toda noite tem limpeza, por incrível que pareça). De repente notei um caminhão de lixo e três homens levantando com as mãos um tanto de lixo enorme, muito papelão e plástico das caixas de cerveja, imagine aquilo tudo molhado e os caras estavam sem capas (luvas talvez, mas não tenho certeza).
Tenho certeza que eles não ganharam nenhuma quantia enorme para fazer aquilo, só posso acreditar que os caras estavam trabalhando daquele jeito porque estavam com o mesmo gosto doce de um prazer muito próximo. Fiquei olhando ali, seria ridículo ir dizer que estava admirado com o trabalho dos caras, mas agora que passou fiquei com vontade de ir lá pagar uma cerveja para os caras. Talvez assim eu aprenda a brincar a Quarta-feira de Cinzas! Ficou para 2006.
10.2.05
Encontros
Os detalhes de um Carnaval são indecentes, por mais doce que tenha sido vivê-los.
Eu gostaria de escrever sobre o que realmente foi importante para mim, os encontros e os desencontros, mas acho que quem lê isso aqui sabe o que é a delícia e a loucura de um Carnaval bem vivido. E se não sabem precisam saber. Quer uma dica: assim como Paulinho, acredito na tese de que o de Recife (e desse maravilhoso apêndice chamado Olinda) é imbatível e por isso só vou testar algum outro em um caso de extrema necessidade.
O Resumo? Briguei, amei, chorei, provei, fervi, gozei, apaixonei, dancei, beijei, conversei (até isso foi do caralho?!), troquei, dei, emprestei, bebi, fumei, encaretei, comi, salvei, meti, pulei e só resta agradecer a todos os que participaram da festa, que fizeram ela acontecer (estar por dentro da máquina faz você perceber a dificuldade) e aos que me ensinaram a gostar dela.
Sou muito chato e não entendo porque comecei a gostar de Carnaval, mas acho que essa história passa por meu pai, Paulinho, Carla e principalmente Julia.
Eu gostaria de escrever sobre o que realmente foi importante para mim, os encontros e os desencontros, mas acho que quem lê isso aqui sabe o que é a delícia e a loucura de um Carnaval bem vivido. E se não sabem precisam saber. Quer uma dica: assim como Paulinho, acredito na tese de que o de Recife (e desse maravilhoso apêndice chamado Olinda) é imbatível e por isso só vou testar algum outro em um caso de extrema necessidade.
O Resumo? Briguei, amei, chorei, provei, fervi, gozei, apaixonei, dancei, beijei, conversei (até isso foi do caralho?!), troquei, dei, emprestei, bebi, fumei, encaretei, comi, salvei, meti, pulei e só resta agradecer a todos os que participaram da festa, que fizeram ela acontecer (estar por dentro da máquina faz você perceber a dificuldade) e aos que me ensinaram a gostar dela.
Sou muito chato e não entendo porque comecei a gostar de Carnaval, mas acho que essa história passa por meu pai, Paulinho, Carla e principalmente Julia.
Já estou no trabalho
Depois falo das coisas que importam. Agora vou apenas dizer duas coisas: quem diz que nenhum jornal presta não sabe ler jornal; quem diz que o Jornal do Commercio é melhor do que o Diario de Pernambuco não lê a coluna de Sebastião Nery.
Carnaval foi demais. Como sempre fica a impressão de ter sido o melhor de todos? Rafa e Amelia, desculpa ter ligado. Paulinho, Rosa e Jampa fiquem feliz por não ter feito o mesmo (mas não era para fazer inveja, era vontade de estar junto). Já escrevi uma matéria sobre essa festa então fico por aqui mesmo: http://publica.recife.pe.gov.br/pr/secfinancas/emprel/publica/index.php?GrupoCodigo=15&UltEdi=15241&GrupoCodigoMateria=15#UltEdi
Carnaval foi demais. Como sempre fica a impressão de ter sido o melhor de todos? Rafa e Amelia, desculpa ter ligado. Paulinho, Rosa e Jampa fiquem feliz por não ter feito o mesmo (mas não era para fazer inveja, era vontade de estar junto). Já escrevi uma matéria sobre essa festa então fico por aqui mesmo: http://publica.recife.pe.gov.br/pr/secfinancas/emprel/publica/index.php?GrupoCodigo=15&UltEdi=15241&GrupoCodigoMateria=15#UltEdi
1.2.05
Trabalho, Trabalho, Velho Trabalho... Trabalho
A verdade é essa, vou trabalhar no Carnaval. Ainda espero que seja só no domingo (odeio a Sala da Justiça mesmo). Mas pode ser que esteja cancelada minha intenção de ir pro Galo da Madrugada e que até na terça-feira tenha de aparecer no Recife Antigo. Meu consolo (que num é nenhum vibrador de 20 centímetros) é que dá para chegar em Olinda na saída do Eu acho é pouco.
Life sometimes sucks!
Life sometimes sucks!
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